Uma pergunta seria!
O quê que nos liga a este mundo?
I want you to take me, where I belong
Como de costume, saí de inha casa e fui pegar o ônibus... ali na av. da Consolação. Sentia-me confiante, talvez por estar ouvindo músicas antigas... que escutava quando ainda era jovem. Ao chegar no ponto de ônibus um sujeito descohecido que afirmara portar uma arma me ameaçou: passa tudo senão te furo, te mato aqui mesmo... bom, eu que sou um idiota... hesitei e lhe respondi: vc me mataria assim, aqui mesmo... só por causa de uns trocos... vc iria em cana por causa disso... pior é que falei mesmo... eu estava tnao ausente no momento que tudo parecia um grande sonho fantástico... mas se for, ainda não acordei.
Hoje eu li um pequeno poema do Mario Quintana... este poema me fez lembrar de uma terrível lição que posso traduzi-la assim: A minha vontade de esquecer fez tudo desaparecer, menos a minha vontade de esquecer... Será que dá para entender que angústia terrível é essa?
Dorme, ruazinha... É tudo escuro...
Hoje foi um dia difícil... especialmente difícil. Acordei tonto, tonto de sono e sem forças para puxar o ar, para que encha estes meus pulmões tímidos. Hoje foi um daqueles dias que acordamos da insônia, que acordamos fechando os olhos para o dia ensolarado. Consegui, decerto, caminhar pelas ruas, ouvindo apenas meu 'discman' e me concentrando nos pequenos detalhes das sombras, mas ainda não consegui descobrir uma maneira de respirar que me seja leve e tranquilizante. Hoje tentei respirar o menos possível... tentei passar pelos ventos humanos desapercebido; tentei andar lento, pensar devagar, piscar gradualmente... tentei respirar sem a cabeça e suas máquinas barulhentas, mas, ainda assim, conseguia ouvi-las, conseguia sentir suas marteladas de ferro e ossos. Quando minha cabeça parar de maquinar... e se entregar a seus prazeres... conseguirei respirar em paz.

"O juízo de todos os espíritos é pronunciado através do nosso, a escolha de todos os corações é representada por nossa ação"
Dormir e virar para o lado... abrir os olhos lentamente... e fecha-los novamente...
Por estranho que seja falar de sexo, por vazio que seja... é exatamente por isso que sexo é sexo. Sexo é um impulso sensível que exigimos constantemente, que o queremos para afirmar, estranhamente, a nossa existência, para torná-la sensível á nós mesmos. Pois o sexo nos domina, nos submete á sensibilidade e nos arrasta pelo tempo... ele faz de nossa existência um momento, um momento exclusivo, na qual nos desprendemos da corrente de um tempo que muitas vezes o temos apenas como contínuo. O sexo é um momento em que minha existência se revela ao passo que se perde. Ele exclui toda a sequência da forma, toda a existência abstrata, para dar vida ao presente, para dar realidade á minha vida... ele é o momento de minha morte e o momento máximo em que minha vida se torna real, se torna pura matéria... Sexo é sublime, é o absoluto em sua exstência sensível. Deu para alguém entender? Pois não precisa... apenas o tenha, apenas experimente-o.
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