Saturday, December 16, 2006

Ufa... é moda

"Engole ele paletó, porque o dono dele era maior!" Sabe, coisa boba... mas estava conversando com a Zezé, empregada aqui de casa, sobre essas pessoas que compram roupas de alguns mil reais e tal... papo vai papo vem e sem saber bem por quê acabomos caindo na coversa sobre esses pastores de multidão que, por alguma graça divina, fazem questão de usar ternos e paletós terrivelmente gigantes... gracioso. Os dedinhos para fora... aquela biblia com páginas douradas saindo direto da manga. Um cabelinho tão único e tão igual a todos que só pode ser preparado por alguma santa. Santa da tesoura cega. É tudo um frescor, um cheiro de manhã recém saída do sólo, que não dá para deixar de simpatizar... queria um pastorzinho desses, talvez para segurar meu abajour ou ser, como chama mesmo... ah, aqueles cabideiros que podemos vesti-lo inteiro. Acho que vou pedir para o papai noel... talvez ele me dê um desses que até usa colônia... do paraguay mesmo, contrabando de primeira classe: embrulho sofisticadíssimo: bandeja de ispor e magicpack! Ah, como a vida é boa. Tão cheia de coisas e tão honesta. Amo as frases de efeito... bem essas mais ordinárias! Essa do paletó me fez até lembrar uma vez que me perdi no centro velho de sp... andando para lá e para cá... não lembro onde estava mas tinha umas passarelas bizarras que davam voltas no ar... Estranho, mas só sei que cheguei numa loja onde vendia esses blazers e paletós... usados, é claro, pelos ferros-de-passar! Todos os blazers e aquelas coisas que sei lá... custavam apenas 5 reais. Tinha os mais variádos... devia ter até de algum malandro, pois não faltava paletós de linho (branco cru) e lenços de humm... é, seda suada. Óbvio que não comprei nada... óbvio porque nada me servia... magro do jeito que sou... não sirvo para essa bonança toda. Meus ombros acabavam sendo engolidos pelo blazer... vestia-os e eles passavam ileso pelos meus ombros. Agora sei! É moda! Da próxima vez que encontrar tal 'loja' vou direto para os GGs e comprar o meu. Espero que venha até com a última versão da bíblia de bolso. Assim, quem sabe, poderei passear pelo centro sem me perder.

Tuesday, December 12, 2006

Eu tenho medo de 2007...


Sinto que já não mais posso errar, que já não mais posso escolher... Quando penso, quando tento entender amanhã... meu coração só consegue bater desesperado, já não sei no que pensar. Já não vejo a hora de tudo acabar... talvez por não ter nem começado. Sinto que não posso esperar por 2007, mas... é aquela velha história: "se tudo dependesse de min..." Se tudo dependesse de mim... Ai, estou bem cançado de tudo. Quero apenas esperar a Sexta-feira... o ônibus que me leverá para a praia... Tenho medo de... quando for mais velho... ter de recordar tudo, ter, não por obrigação, mas por natureza, de relembrar de tudo aquilo que vivi. Será que é possível, relembrar a vida que se passou? Mas não é tudo tão rápido? Hoje... acabou. Me assusto ao ver essa foto... Gosto muito dela, mas como pode? Dois disparos, uma morte... De um lado o dedo que, em reflexo e espanto, dispara a máquina... de outro o gatilho... E no piscar daquele tudo já se foi. Não sei, mas gostaria ver o que esses três viram... ambos gozam de um saber peculiar. O fotografo, o atirador e o morto. Acaso não é isso viver? Ser os três ao mesmo tempo? Matar um pouco de vida e relembrar... matar um pouco de vida e se deixar morrer... mais um pouco. É, mais um pouco será 2007. E mais um pouco...

Tuesday, December 05, 2006

Decididamente pensei melhor, em não dizer nada...