Saturday, March 31, 2007

I Get... so excited

Girei e girei... tonta dentro do elevador
Haaha! dentro lá girei com minha dor.
Toda música passava... rodando
E rodando andava
Toda lúdica... lá Haaha!.
Ontem chutei... sei!
Um pão na rua sei...
Nua... amém.
No chão passando
Gritei: Morri!
Um pão chutei... Ontem
Girei e girei... tonta dentro do elevador
Haaha! dentro lá girei
E com minha dor
Morri... sem dormir
Irei... rodando, rodando
Sonhava.

Saturday, March 17, 2007

"Papéis sem significados, onde corria
a pena, a encurtar as horas neste cárcere".

Wednesday, March 14, 2007

Barulho (e tudo tem seu tempo)

Ai ai, depois de ouvir
sobre o presente
antes o passado
depois do por-vir
não posso agora
deixar de falar...
Eu, à preguiça deixado
ausente fui cantar
Lá! Lá! Lá!
Ora o quê foi?
Onde fui parar?!
Lá! Lá! Lá!
Cá caaabisbaixo
Mmmergulho de repente
Não rio por f o r a
Lá! Lá! Lá!
fui pois ouvir
o que era para voar.
Só posso dizer:
Senhora... aquele que não faz por esquecer
esquece enormemente
como se alegrar.
Um dia talvez
por orgulho
aprendi a remar
a remir...
mas nunca rimar.
Posso lembrar ou esquecer...
mas não deixo de viver
o que senti.
É o barulho
que quero de ti.

De um livro despedaçado...

dois poemas...

Lembrete
Se procurar bem, você acaba encontrando
não a explicação (duvidosa) da vida,
mas a poesia (inexplicável) da vida.

Balanço
A pobreza do eu
a opulência do mundo

A opulência do eu
a pobreza do mundo

A pobreza de tudo
a opulência de tudo

A incerteza de tudo
na certeza de nada.

Carlos Drummond de A.

Wednesday, March 07, 2007

E eu so queria gritar...

- Mas pára com isso... para quê gritar contra aqueles que sequer podem ouvi-lo?
- Não grito para que me escutem. Você sempre pressupõe coisas... por quê?
- É... então por quê grita? Eu só achei que se alguém reclama, reclama algo para si, não é?
- Sim, mas só as pessoas que ainda creem muito nos outros. Já eu...
- Que ardil besta... sim, você não acredita no que diz. Então me diga, por quê tenho medo dos seus gritos... se não posso convencê-lo de que gritar é algo, então posso extrair uma resposta mudando o lado.
- Não... nem assim. Não é ardil... você apenas tem medo de ser reprovado, tem medo das respostas, não que elas irão te prejudicar, mas...
- Mas eu sempre te pergunto coisas e você nunca as responde! Você é que tem medo de responder.
- Como eu disse; não acredito no que digo, por quê vou temer em responder algo que amanhã já nem mais lembrarei?
- Por quê diz então?
- Sabe, como aquele personagem da peste, eu me dou bem entre os sitiados. Qualquer coisa que nos faz viver é bem vindo.
- Então? ... você fala para se distrair? e para seguir vivendo, mesmo na incerteza das coisas... não?
- Não, apenas devo dizer... é assim. Não sou eu que, na realidade, digo as coisas... é como se... falar em tempos de sítio é um modo de vivermos juntos... falamos apenas, falamos demais. Desejo mudar muitas coisas, mas preciso primeiro gritar qual os outros.
- Não entendo. Não sou mais jovem para ser intimidado. Me diga, se não se pode falar por si, quero dizer, se não se pode falar do meu próprio jeito, que diferença então esse teu modo cumum irá ter?
- Se você fala do seu próprio jeito você grita. Se você fala como os outros você é escutado.
- Mas do que você está falando? O quê é esse seu 'como os outros'?
- Por exemplo, numa ópera onde todos falam juntos, mas dizem coisas diversas... você consegue entender, não? O problema é quando todos falam, cada qual em seu momento e dizem a mesma coisa... aí ninguém se entende. Por isso falamos... A um só tempo. Sim, discordando. Sim. E assim as vozes ecoam alguma coisa. Se você quiser gritar deve falar junto... não haverá um tempo só para ti. Hum... Se houver ninguém te escutará. Eu já havia percebido isso antes... mas não tinha compreendido. Pensava apenas na humanidade enquanto uma idéia e não como agora, isto é, sendo-a. Vamos, bebe e não se aborrece mais. Posso gritar em paz então?

Friday, March 02, 2007

trabalhos e macumbas...

Dor de cabeça, espinhas, gastrite, torcicolo, cegueira, tosse...
Schiller, Kant, Baumgarten, Rousseau, Burke, Cassirer, Fichte...
Beleza, juízo, ciência, moral, sensação, história, homem...
Judas Priest, Iron Maiden, Bruce Dickinson, Living Colours, Bill Haley, Dvorak...
puc, onibus, chuva, com-puta-dor, papel, orienta-dor...
Ah... tudo para saber se o sentimento que a beleza promove é passível de conhecimento, portanto, de julgamento... se a beleza enobrece o homem, portanto é moralmente boa... se a beleza é uma sensasão do homem, portanto, merece seu lugar na história. Ah... seria mais fácil para mim se tivesse apenas nascido poeta ou macumbeiro.