Thursday, April 20, 2006

curvas do rio...

Estava para fazer uma foto-novela de um quotidiano, mas quando fui selecionar as fotos me vi acolhido por uma enorme surpresa: cama. Não sei bem por quê nestes dias, meses, talvez anos, tenho tido uma enorme afinidade, não sem perturbação, com camas; as minhas certamente. É claro que só tenho uma, no entanto, sempre que a olho, que a toco, que me deito... diversas perguntas e vontades surgem insperadamente. Por quê uma cama pode suportar tantas coisas? Sono, sonhos, sexo, solidão, sangue, suor... são tantas as camas e tantas as sensações que não sei definir o que é uma cama e por quê tantos 'ss' sobre ela. Um dicionário ajudaria, mas só encontrei, por cama, "leito onde se dorme" e "fig. criar uma situação difícil a alguém". Leito? Rio... também, até cama de rio existe... e 'acamar'; ficar doente de cama... Pois bem, deixemos nossas camas. Deite-as de lado... Não mais posso com elas. Eu quero agora apenas um chão, frio e duro. Quero apenas sossegar, num certo e estável lugar...

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