Por quê?
Uma conversa que nunca termina... que nunca deixou de começar... é assim que me sinto quando vejo que alguém me fala com dedos. Inventa-se sempre argumentos para nunca terminar e nunca começar um assunto... só introduzimos palavras vazias num discurso perdido. Não, não estou falando de Beckett ou Kafka, mas do meu dia-a-dia. Perdemos horas inteiras com essas palavras-vazantes... É certo, sim, que nada pode permanecer para sempre; mas será que a confiança tem de se perder para dar início ao novo? Mas, se for assim mesmo, que haveria de novo se nunca pôde-se estabelecer nenhuma relação duradoura? Tudo sendo e por todos lados uma contínua desconfiança sem precedentes... É, parece que sim... Desconstruir... a grande palavra moderna para todo pensamento, isto é, para a dita profundidade; obtusa! Me entristesse ver que conhecidos de longa data se 'enganam bravamente' com essas idéias: nossa, perdi a hora... beijos. E foi-se, assim, toda confiança. Mas, com aquele "oi" promissor eu me volto... e deixo novamente me iludir... e iludindo falo ao outro como se não mais desconfiasse. Minha mentira... minha dor que engulo a seco. Não, não quero... não posso mais mentir... não posso mais lhe falar assim. Se existem razões para que seja assim, eu tenho as minhas para eu não ser assim... Assim como o sol... eu também partirei em busca de outro dia. Até mais.


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